Racismo estrutural mantém negros e indígenas à margem da sociedade
Atividade de recuperação de pontos da unid. I
- Leiam e comentem a postagem respondendo o que acharam do texto e o que mais lhes chamou a atenção para obter 0,5 pontos;
- inclua em seu comentário solicitado acima as respostas para as seguintes perguntas:
- O que Ricardo Westin quis dizer quando se referiu ao Brasil como um país racista? (0,5 pontos)
- Qual a relação das novelas Terra Nostra, o Rei do Gado (ambas as novelas tratam do incentivo governamental brasileiro para a vinda de europeus) e a Lei de Terras de 1850? (1,0 pontos)
- Total: 2,0 pontos para o aluno que responder as questões acima e demonstrar em seus comentários que, além de ler o texto, entendeu e buscou novas informações para responder as perguntas apresentadas.
As estatísticas, que são os números responsáveis por demonstrar as diferenças e problemas entre negros, indígenas e brancos, não deixam dúvidas. O Brasil é, sim, um país racista.
As posições subalternas da sociedade, ou seja, aqueles menos favorecidas e prestigiadas são, na maioria, ocupadas por negros e indígenas. Eles são as vítimas preferenciais da pobreza e da violência em nosso país.
Os brancos, no extremo lado oposto, dominam o topo da pirâmide social. Isso quer dizer: eles estão sempre favorecidos pelo histórico de nosso país que, como revelado em telenovelas da TV brasileira (Rei do Gado e Terra Nostra) sempre receberam auxílios governamentais e incentivos para se fixarem no Brasil enquanto negros e indígenas jamas usufruíram dos mesmos favores.
Trata-se de uma realidade que começou a ser construída nos primórdios da colonização europeia nas Américas, quando foram instituídas e criadas a escravidão indígena e a negra.
Os indígenas deixariam de ser escravos oficialmente na década de 1750, ainda no Brasil Colônia. Já os povos negros, apenas em 1888, um dos últimos países americanos a abandonarem a terrível prática da escravidão, ou seja, apenas no fim do Brasil Império.
Ambos os grupos conseguiram escapar da escravidão, mas não puderam ingressar ou, de fato, conquistar a sua cidadania plena. Quando tratamos de cidadania tratamos de direitos e deveres que todos, sem exceção, deveriam dispor e aproveitar.
Contudo, basta um indígena visitar um shopping center vestido com suas tradicionais vestes e pinturas corporais, ou negros das favelas e das comunidades saírem às ruas durante uma abordagem ou atividade policial para sabermos que a cidadania e os direitos não são os mesmos para todos.
Libertos do cativeiro, nem os negros não ganharam terras, como os italianos e alemães e os indígenas jamais conseguiram reaver seus territórios, assim como direito ao trabalho assalariado, assim que ele foi criado no país ou educação formal e de qualidade.
Privados historicamente desses instrumentos básicos de ascensão social, os negros e os indígenas até hoje não conseguem concorrer em condições de igualdade com os brancos. Para ver estatísticas do racismo que compõe as estruturas da sociedade brasileira formuladas Ricardo Westin visitem a página da Agência Senado abaixo apresentada.
Adaptado por: Wilson Oliveira Badaró
Fonte: Agência Senado
Acesso em: 24/05/25
Disponível em: <https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2020/01/racismo-em-pauta-2014-racismo-estrutural-mantem-negros-e-indigenas-a-margem-da-sociedade> (Texto Original na Íntegra)

